O Resgate da Estrela: Sala 2 – Prisão

Para os desavisados: O tema da Iniciativa TRPG desta quinzena é a aventura “O Resgate da Estrela”, para personagens de 3º a 5º nível. Cada blog ficou de publicar um pedaço da aventura. Mais detalhes (e o índice) neste tópico do fórum da Jambô.

Esta sala possui pesadas portas de madeira na parede leste, uma ligada a sala de entrada (1) e outra ao corredor (C2). As portas estão trancadas e podem ser arrombadas com um teste de Ladinagem (CD 25) ou um teste de Força (CD 20).

Vocês adentram uma sala mal iluminada por tochas. Há três portas de grades, cada uma dando para uma cela escura. Pilhas de ossos, entulho e pedaços de móveis amontoam-se próximos as paredes sujas de fuligem, enquanto as tochas exalam uma fina fumaça de perfume enjoativo.

Esta sala era originalmente para estocagem, sendo adaptada para ser uma prisão, com a instalação de grades nas portas. As tochas foram embebidas com uma substância tóxica, exalando uma fumaça venenosa que enfraquece ainda mais os prisoneiros. Todos que entrarem na sala devem ser bem sucedidos em um teste de Fortitude (CD 12), ou ficarão fatigados (Tormentão, pg.229). Todos os que não foram afetados devem fazer um novo teste a cada rodada dentro da sala, com +1 na CD para cada rodada. O efeito passa após 1 minuto longe da atmosfera venenosa.

A celas 1 e 2 possuem um prisoneiro cada, enquanto a cela 3 está vazia. Ambos os prisoneiros estão sobre efeito do veneno e muito fracos devido a má alimentação e maus tratos. Abrir as portas das celas exige um teste de Ladinagem (CD 25) ou Força (CD 30).

 

mapa da sala 2

Cela 1: Sentado em um canto está um elfo, suas roupas são caras, mas estão rasgadas e imundas. Ele fita vocês com olhos verdes e profundos de alguém que já viu e sofreu muito.  Algumas rugas de dor emolduram seu rosto, aparentando meia-idade, mas no caso de um elfo, pode indicar centenas de anos.

O elfo se apresentará como Astennes, um dos líderes da Vila Élfica, seqüestrado a 1 semana. Ele conta que haviam muitos outros na cela, elfos, humanos e membros de outras raças, mas todos foram levados pelos cultistas a poucas horas (elfos e humanos). Ele também falará que há pelo menos um dúzia de cultistas no local, e que também avistou nagahs.

Cela 2: Deitada no meio do chão está uma jovem humana seminua, com uns 15 verões no máximo. A jovem está acordada e fita-os rapidamente quando se aproximam. Não importa o quanto perguntem, ela não diz nenhuma palavra. Seu corpo apresenta sinais de violência.

A garota ainda encontra-se em estado de choque devido aos maus-tratos (e provavelmente estupro). Um exame (perícia Cura CD 20), indicará que ela não é muda, mas encontra-se incapaz de falar devido aos traumas. A menina também adquiriu fobia as cobras, fugindo desesperada se avistá-las (ou algo que lembre uma serpente).

Cela 3: A cela encontra-se vazia, mas há muitos sinais de que se encontrava cheia a pouco tempo (a latrina está cheia, há um pouco de sangue no chão e pedaços de roupas). Não há mais nada aqui.

 

Ergam-se!!!

Apesar da idade, Astennes é forte, sendo capaz de andar e carregar a garota para fora da masmorra. Eles podem fugir pela sala 1, mas terão problemas se forem pelo corredor, que os levará para muitos perigos. Uma vez que tenham escapado, o elfo chamará a milícia da Vila, que irá ao encontro dos PJs (chegando tarde, após o grupo ter terminado com o trabalho). A garota ficará aos cuidados dos elfos por um tempo, e depois será levada para a Igreja de Lena.

Quando o grupo estiver de saída, as pilhas de ossos amontoados criarão vida, erguendo-se como esqueletos, e empunhando pedaços de madeira como clavas e escudos. Estes seis esqueletos foram animados e postos de guarda por um superior de Slâmma, impedindo possíveis fugas. Normalmente o grupo não teria problemas em enfrentá-los, mas se dois ou mais estiverem enfraquecidos pelo veneno, aumente a ND para 4.

Esqueleto: morto-vivo, N; ND 1/2; tamanho Médio, desl. 9m; PV 6; CA 14 (+1 des +1 escudo +2 natural); corpo-a-corpo: clava +1 (1d6+1); visão no escuro 18m; Fort +0, Ref +1, Von +2, imunidade a frio, RD 5/esmagamento; For 13, Des 13, Con -, Int -, Sab 10, Car 1.

Veja outras partes da aventura aqui.

As imagem do esqueleto é propriedade da Wizards of the Coast. O mapa é criação do  Quaresma (Montanha dos Monstros). Não foi possível determinar o autor da imagem do open-poster, mas ela veio daqui.

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Sobre Edu Guimarães
Mestra RPG desde os 10 anos e nunca mais parou. Tormenta foi seu 1º cenário de fantasia medieval, e desde então, seu favorito. É nerd, biólogo e Leal e Bom.

10 Responses to O Resgate da Estrela: Sala 2 – Prisão

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  2. Di Benedetto diz:

    Edu muito legal a sala e o encontro. Mas surgiu uma dúvida.

    E se no meio da aventura os personagens resolverem voltar e descansar em Valkaria? Temos que colocar um certo sentido de urgência… ou imaginou?

    Eles voltam pra taverna e aí o céu desaba com o sangue e eles falham na da missão do nada. Ou se o mestre determinar que o ritual do vilão ainda não se completou… dá tempo da milicia chamada após esse encontro chegar.

    • Edu Guimarães diz:

      Astennes pode colocar este sentimento de urgência nos PJs. Uma grande quantidade de prisoneiros foi levada a pouco, provavelmente para um ritual de sacrifício. O elfo pode pedir para o grupo impedir o vilão, antes que ele atinja seus objetivos sinistros.

      • Di Benedetto diz:

        Seria legal acrescentar um diálogo com ele falando isso então. E dizendo que não sabe para o que é o ritual, mas que ouviu dizer que ele pode levar a muitas mortes na cidade.

  3. Di Benedetto diz:

    Edu, conseguiu bolar uma maneira dos prisioneiros atravessarem o ninho de cobras do Kahel na entrada? Ou os PJs terão que ajudar eles?

    • Edu Guimarães diz:

      Então, isso vai ficar a cargo do mestre.

      Se o mecanismo de passagem ainda funcionar, eu consideraria que Astennes é forte o bastante para passar e levar a jovem com ele (que estará em pânico), mas talvez o mestre ache mas divertido os PJs ajudarem.

      Se os jogadores tiverem arranjado um jeito de eliminar as bichas (pólvora, fogo grego, pedra-trovão…), fica bem mais fácil, já q a fobia da menina não será problema pra Astennes.

      Caso os PJs tenham quebrado a merda do mecanismo e as cobras ainda estejam lá, a coisa, complica, e os Pjs teriam que ajudar…

      Esses são os tipos de mil e uma complicações que podem surgir numa mesa, e que eu gastaria muitos parágrafos para cobrir. Este tipo de coisa fica a cargo do mestre, caso contrário seria impossível escrever uma aventura!

      • Di Benedetto diz:

        Não estou falando para cobrir todos os “buracos” (o que aliás é impossível)

        Mas acho que o que formos localizando podemos ir cobrindo. Basicamente é só copiar o que tu falou aí, dar uma modificada e inserir como info adicional da sala.

        Mestres que usam aventuras prontas são preguiçosos. Ou não estariam usando aventuras prontas pra começar…

      • Edu Guimarães diz:

        É… adicionando +3 parágrafos ao texto, como se este já não fosse longo o bastante, para cobrir situações q podem não ocorrer e podem ser facilmente cobertas pelo mestre… hã… não mesmo!

        E esta visão de que só mestres preguiçosos usam aventuras prontas é bem errônea, ela vem da nossa herança maldita de GURPS e Mundo das Trevas. A Abril não chegou a publicar as excelentes aventuras do AD&D, gerando essa cultura no Brasil…

  4. Di Benedetto diz:

    Cara, pode até ser e entendo o que você quer dizer sobre herança maldita do GURPS e Mundo das Trevas. =B

    Mas o que eu realmente quis dizer é que leitores em GERAL são preguiçosos.

    Veja o exemplo dos Guerras Táuricas. Por que não colocaram a reação do Talude ao fechamento da passagem da Academia pelos Minotauros (que sinceramente por mais que seja uma informação interessante era algo opcional, supérfluo, fácil de ser explicado) tem gente esculachando o material até agora. Está certo que são os trolls e os costumeiros espíritos de porco que não gostam de Tormenta, mas só quero ilustrar que a reação do nerd padrão é sempre “ah que tosco! que malfeito! eles não pensaram nisso! Encontrei uma falha!”

    O Fumaça resolveu isso de um jeito bem simples e curto na sala dele fazendo a NPC que os PJS salvam dizer:

    “Por qual caminho vocês chegaram aqui?! Posso usá-lo para sair daqui pois se estão aqui quer dizer que os aposentos pelos quais passaram estão livres.”

    Acho que é só acrecentar um PEQUENO diálogo pro Astennes. Assim de quebra ele ainda bota o sentimento de urgência nos PJs.

  5. Di Benedetto diz:

    Amhhh. E desculpa floodar o post com meus comentários. Eita . o0′

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